Curativo com Sulfadiazina de Prata

  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
O tratamento das lesões por queimadura é um grande desafio, principalmente pelo potencial elevado de desenvolver infecção. A Sulfadiazina de Prata a 1% representa um dos recursos amplamente utilizado, pois largo espectro de ação antimicrobiana e aplicação indolor fez com que ela rapidamente torna-se a droga de escolha no tratamento de queimaduras.
 .
A perda da integridade da pele e o desequilíbrio na regulação do pH cutâneo facilitam a colonização da ferida por microorganismos caracterizando assim uma pessoa que sofre queimadura imunossuprimida. A microbiota da residente da pele pode ser eliminada a depender do agente causador da queimadura que segundo RAGONHA AC et al dando espaço a agentes patológicos como: S. aureus, S. epidermidis, S. coagulase negativo, Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa, Enterobacter cloacae, Acinetobacter ssp, Enterococcus faecalis, Klebsiella sp, além de Candida albicans e Aspergillus entre os fungos.
 .
  • Mecanismo de ação
A sulfadiazina de prata confere características bactericidas imediatas e bacteriostáticas residuais, provoca precipitação protéica e age diretamente na membrana citoplasmática bacteriana promovendo o enfraquecimento e rompimento da célula bacteriana. Ela possui reação lenta com com cloreto e com os componentes protéicos dos tecidos evitando assim rápida depleção de íon cloreto como ocorre no uso de nitrato de prata minimizando os distúrbios eletrolíticos.
COMO PROCEDER COM O CURATIVO
  1. Lavar a ferida com SF 0,9%;
  2. Limpar e remover excesso de creme e tecido desvitalizado com gazes, se necessário;
  3. Aplicar o creme em técnica asséptica por toda extensão da lesão (+/- 5 mm de espessura);
  4. Colocar gaze de contato úmida;
  5. Cobrir com cobertura secundária estéril.
A troca deve ser feita a cada 24h ou quando a cobertura secundária estiver saturada de exsudato sendo retirada a pomada ainda presente. O curativo também pode ser feito de forma aberta facilitando a observação do curativo de forma constante, mas a oclusiva tem, segundo estudos, como vantagem diminuir a perda de calor e fluidos por evaporação pela superfície da ferida, além de auxiliar no desbridamento da ferida e na absorção do exsudato produzido, sobretudo na fase inflamatória da cicatrização.
 .
Referências:

Se você encontrou um erro de português, notifique-nos por favor, selecionando o texto e pressionar Ctrl + Enter.

Lucas Queiroz

Lucas Queiroz é o proprietário da Central da Enfermagem. Mestre em Ciências da Saúde, realiza pesquisas no campo do cuidado aos consumidores de drogas e atua como Enfermeiro em instituição federal.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Relatório de erros de ortografia

O texto a seguir será enviado para nossos editores: